Marcadores

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Que feio...

     Será que 3 títulos estaduais e 2 libertadores, tendo marcado gol nas duas finais é suficiente para fazer uma torcida abraçar um jogador como ídolo? Parece que não. Ao menos pelo que mostrou a torcida do Internacional no primeiro jogo da semifinal da Libertadores nesta quarta feira. Rafael Sóbis, que conquistou tudo que está citado acima, além de vencer títulos de melhor do Brasileirão pelo clube Gaúcho foi hostilizado pela torcida colorada na partida onde atuou pelo Tigres, adversário do Inter na semifinal da libertadores.
      Antes de escrever esse texto, tive o cuidado de procurar, para ver se havia ocorrido algum desentendimento entre o jogador e a equipe, o que não justificaria, mas ao menos deixaria a questão menos sem sentido. Não encontrei nada, caso algum leitor saiba de alguma questão que me passou despercebido, peço que me avise. 

      Voltando a questão, fico me questionando como estamos cada vez mais sem memória das coisas, afinal se o Internacional tem uma história recente na competição sul-americana, isso é muito graças as atuações do jogador. Além disso, provavelmente Sóbis preferiria jogar ainda no Inter, mas com o ataque cheio de estrelas, provavelmente não encontraria espaço no time gaúcho e por isso foi tentar a sorte no time Mexicano. Embora tenha tentado disfarçar na entrevista ao fim do jogo, foi a fala do jogador para a torcida que melhor  resumiu a questão: "Que feio". 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

É preciso olhar para além do resultado: Lições do Chile de Sampaoli

         Copa do Mundo do Brasil, 28 de junho de 2014, o Brasil elimina o Chile nos penaltis e avança para as quartas de final da Copa. Não foi a vitória que esperávamos. A seleção sofreu, mas conseguiu passar pelos Chilenos. Nossa imprensa, na carência de heróis proclama Júlio César como o redentor, David Luiz como o xerifão e Neymar como o craque que poderia levar o Brasil ao título. A euforia tomou conta do nosso futebol de um modo que fomos capazes de esquecer que por pouco não fomos eliminados. O desenrolar dessa história para nosso futebol todos já sabemos, e não quero relembrar.
Bola na trave poderia ter tirado o Brasil do Mundial
          Mas e nossos adversários como reagiram a derrota? Como deveriam. O Chile tem uma de suas gerações mais talentosas (senão a mais talentosa) de todos os tempos. Espelhados na Alemanha, que não se abateu com a derrota em casa em 2006 e começou ali a montar o time campeão de 2014, nossos companheiros sulamericanos resolveram manter o projeto de seleção que haviam bancado. Para isso mantiveram no comando o treinador Jorge Sampaoli, que já havia mostrado seu valor em trabalhos anteriores. Mais importante do que isso, o Chile manteve um estilo de jogar, preferiu apostar no planejamento que havia feito, e isso com certeza gera resultados. para confirmar isso basta ver como a seleção tem jogado na Copa América. 
             Sem me deter muito em destrinchar o excelente padrão tático Chileno, queria apenas destacar como o tempo de trabalho dado a Sampaoli permitiu que o treinador pudesse implementar uma variação tática constante na seleção. Ou seja, o Chile não joga só de um jeito. Durante a partida a equipe consegue modificar seu jeito de jogar de acordo com o que o jogo impõe. Além disso varia facilmente de um 3-4-3 quando tem a posse de  bola para um 4-4-2 quando precisa defender. Tudo isso para manter um princípio básico: Superioridade numérica, seja para defender, seja para atacar. Talvez tudo isso não renda ao Chile o título agora, mas com certeza renderá frutos para o futebol do país, basta lembrarmos que a Alemanha perdeu duas Eurocopas, antes de conseguir o título mundial de 2014 e nem por isso se desfez de seu projeto. Enquanto isso nossa seleção se mostra mais uma vez refém de resultados. Até quando? 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Poderia ser um filme Hollywoodiano, mas é só o esporte...Ainda bem

        Não gosto de filmes Hollywoodianos, pelo mesmo motivo que não gosto das novelas brasileiras. Nesses e nessas o final, em geral, já é muito previsível. Basta prestarmos um pouco mais de atenção e já conseguimos deduzir quem será o vilão, o mocinho e a mocinha. Filmes que fogem do óbvio me agradam mais, pelo mesmo motivo que gosto de esportes: neles o imprevisível é que dita as regras. Essa tese não é minha, apenas a tomo emprestada aqui, quem quiser saber mais recomendo a leitura da obra: Elogio da beleza atlética de Hans Ulrich Gumbrecht.
         Imaginemos a seguinte história: um garoto pobre, que nasce no subúrbio norte-americano e que tem o sonho de ser jogador de basquetebol, luta para conseguir isso, e após se destacar na Universidade da sua terra natal é escolhido para ser jogador da NBA em um time e uma cidade carentes de taças . Após anos de atuações magistrais nesse time não consegue o tão sonhado título para essa cidade que o acolheu. É preciso ir jogar em outra equipe para ganhar esse título. Mas o atleta, persistente como é, volta, no final de sua carreira, para a equipe que o revelou para o Basquete e consegue o título da NBA. Esse roteiro poderia facilmente ser uma história Hollywoodiana clássica, com clímax/ anti-clímax e desfecho final, o que a tornaria totalmente sem graça.

LeBron com a camisa do time de sua cidade natal.


           Mas, se ao contrário, essa história fosse real e falasse de um dos maiores (se não o maior) jogadores de Basquete de todos os tempos seria mais legal né? Pois é. LeBron James, considerado por muitos o maior jogador de Basquete de todos os tempos, está vivendo isso, e de verdade. Draftado em 2003 pelo Cleveland Cavaliers,  o jogador não conseguiu levar o título para a cidade em sua primeira passagem, apesar de ter protagonizado grandes atuações. Precisou ir ao Miami Heat para conseguir levantar a taça. Mas como em um filme, LeBron voltou a Cleveland e nessa temporada conduziu o time às finais da NBA. Se fosse um filme saberíamos o final, Cavaliers campeão. Mas como se trata do esporte, não temos como prever o resultado final, ainda mais quando do outro lado se apresenta uma equipe com uma temporada impecável como o Golden State Warriors. Resta para nós, espectadores, esperarmos, o inesperado. Ainda bem.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Hello World




Olá leitores do blog Desesporte, curiosos, jogadores de Super Mario Bros, Counter Strike, DotA, League of Legends ou Fazendinha Feliz do orkut, estou aqui para falar um pouco mais sobre algo que muitos ainda não conhecem e que, mesmo que ainda seja um pouco underground, tende a se tornar algo grande, o E-Sport.
- “Um momento, E-Sport? Não seria Esport ou Esports?”
- Não meu caro amigo, E-Sports mesmo.


E-Sport ou Eletronic Sports, é o termo usado para jogos multiplayer, online e jogado em algum vídeo game ou computador. Dentre os mais famosos temos DotA(Defense of the Ancients), League of Legends, Starcraft II, Counter Strike, Hearthstone, World of Tanks, entre outros menos reconhecidos.


-“Mas por quê falar de joguinhos em um blog de esporte, se o esporte eletrônico não é realmente um esporte?”
Bom,vamos ao básico : mídia. Sites como Twitch e Azubu oferecem o serviço perfeito para quem quer divulgar um jogo ( como aconteceu com H1Z1 ), quem apenas irá jogar uma partida casual ou transmitir jogos competitivos ou campeonatos. Estes sites são como vários canais ( jogos ) que você pode trocar para outro “apresentador” quando quiser. E sim, isto é muito lucrativo, tanto para o site quanto para quem está transmitindo, pois envolve patrocinadores/parcerias, tudo o que depende é do público, se você é um “famoso” entre os gamers com certeza terá um público grande e maior lucro. Para os que estão um pouco mais por este meio, vide os Youtubers, pessoas que gravam vídeos jogando e colocam no Youtube. Alguns brasileiros,por exemplo, têm de 2 a 3 milhões de inscritos, enquanto o canal Porta dos Fundos tem 10 milhões, uma grande diferença, porém com um público-alvo mais restrito a diferença não é tão grande assim. Sobre este assunto falaramos mais em outro momento.
Se você gosta de algum jogo e quer conhecer um pouco mais sobre o assunto dê uma olhada na Twitch e acredite ver é tão bom quanto jogar.
Àqueles que ainda torcem a boca e não aceitam de forma alguma os jogos eletrônicos como algo competitivo e com grande potencial, deixo-lhes duas imagens das finais dos mundias de DotA 2 e LoL:


DotA 2:
Final realizada em Seattle.
Prêmio da equipe vencedora: Aproximadamente 5 milhões de dólares americanos.
Prêmio total do mundial: 10,930,698 dólares americanos.
Equipe vencedora: Newbee.


League of Legends(LoL):
Final realizada em Seoul, Coréia do Sul.
Prêmio da equipe vencedora: 1kk de Obamas, vulgo 1 milhão de dólares americanos.
Prêmio total do mundial: 2.130 milhões de dólares americanos.
Equipe vencedora: Samsung Galaxy White.


Termos usados


Underground: Algo desconhecido, que ainda não é famoso, conhecido por um certo grupo de pessoas.
Multiplayer: Jogador por mais de uma pessoa.
Hello World:Termo famoso entre programadores, primeiro programa a ser rodado em uma linguagem quando se aprende.


Links, Referências:



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um celular, uma piada e uma prática do século passado.

    O ser humano é capaz de produzir coisas incríveis, não duvidemos disso. Se não fosse a tecnologia produzida por nossos irmãos de espécie, possivelmente não estaria aqui digitando esse texto da minha casa, para que você pudesse ler depois, seja pelo computador, notebook, tablet, cel, etc. O ser humano é incrível. Até porque é difícil compreender, como em pleno século XXI, com tanta tecnologia ainda sejamos capazes de reproduzir babaquices como o racismo. É, realmente o ser humano é incrível, não duvide!
     Recentemente o caso do vídeo contendo piadas racistas contra o colega de seleção Ângelo Assumpção, postado pelos ginastas Arthur Mariano, Felipe Arakawa e Henrique Flores,  ilustra  essa contradição de maneira exemplar. Atletas de alto rendimento, da seleção brasileira de ginástica, portando em mãos o que temos de mais avançado em tecnologia de comunicação, através de um aplicativo que no ápice de sua modernidade permite que compartilhemos apenas por alguns instantes um vídeo, mensagem ou imagem (SnapChat), e o que eles são capazes de produzir? Um vídeo que reproduz piadas que remetem a práticas de um Brasil escravista, que ainda enxerga o negro como inferior, como motivo de piada. Não duvide do ser humano.
      O mais triste da situação é saber, como ocorre com milhões de outros negros, gays, gordos e o que mais não se encaixar "nos padrões", que não foi a primeira vez que o atleta sofreu preconceito. Aliás, como relatou a mãe do atleta, Magali de Assumpção, para se firmar na ginástica, que carrega o estereótipo de esporte de elite, Ângelo e muitos outros atletas passam por essas dificuldades. 

Atleta vem se destacando pela seleção brasileira de ginástica

      O único ponto positivo desta história foi o fato de a Confederação Brasileira de Ginástica, ao contrário do que muitas vezes vemos no futebol e nos outros esportes, não se furtou de punir os envolvidos no episódio. No entanto, sem uma reflexão sobre como nós enquanto humanidade, somos capazes de produzir coisas incríveis, mas ao mesmo tempo reproduzir práticas e condutas dignas de outros tempos, até essa punição perde o sentido. Para encerrar o texto e  contribuir nessa reflexão deixo uma frase do cineasta alemão Alexander Kluge, que pontua bem a questão:

"Se eu tivesse então que escolher entre o trabalho infantil, escravidão e Auschwitz, não escolheria o progresso"

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Rogério Ceni revolucionou o futebol.. e não foi (só) por bater faltas

    Semana passada, após a eliminação do São Paulo da Libertadores, Rogério Ceni, disse em entrevista que aquele teria sido seu último jogo pela competição, e que se aposenta em Agosto, no término de seu contrato. Acho pouco provável que Rogério mude de opinião como já fez outras vezes, sendo assim estamos vivenciando a despedida de um dos maiores goleiros de todos os tempos. É verdade que nos últimos anos Rogério Ceni não vinha repetindo suas atuações magistrais de outrora, mas também pudera, o goleiro já tem seus 42 anos. |Para além disso, devemos reconhecer o goleiro São Paulino como um daqueles atletas que marcaram época e ajudaram a transformar o futebol. Concordam? Eu argumento
        Em primeiro lugar devemos reconhecer a eficiência do jogador na função primordial do goleiro: Defender. Penso que o jogador muitas vezes não tem o merecido reconhecimento por suas defesas, e isso pode se dar por diversos fatores, dentre eles o fato de Rogério não ser daqueles típicos goleiros que gostam de "aparecer para a foto". Aliás, o estilo do São Paulino me lembra muito o de outro goleiro que acredito esteve entre os grandes de todos os tempos: Taffarel. Ambos guarda-redes tinham o posicionamento como principal característica e, raramente pulavam em bolas que acreditavam que não iam defender só para aparecer na imagem. Ponto para Rogério em um mundo onde fazer sua imagem tem feito mais sentido do que ser realmente eficiente.
        Um segundo ponto a destacar na carreira do goleiro São Paulino é o número de gols marcados, 127 até o momento. Exímio batedor de faltas Rogério pode se orgulhar de carregar consigo o título de maior goleiro artilheiro, além de ter ainda outras marcas expressivas como: o maior número de vezes como capitão de uma equipe (950 jogos) e o maior número de vitórias por um time (590). Mais um ponto para Rogério em um futebol cada vez mais mercadológico e carente de ídolos que se identificam com uma equipe. Aqui cabe citar outro grande goleiro da geração de Ceni, Marcos, que construiu sua carreira todo no  Palmeiras e preferiu disputar a série B pela equipe do que se transferir para o Manchester United. Ponto pros dois.

No detalhe grande defesa de Rogério no Mundial de Clubes contra o Liverpool-ING


        Mas o que quero chamar atenção sobre Rogério é algo que raramente é comentado pelos críticos esportivos. Se hoje tem se tornado comum goleiros que jogam como "líberos" como Neuer no Bayern/ Alemanha, ou Ter Stegen do Barcelona, há um tempo atrás isso era impensável no futebol. Se não podemos afirmar que Rogério inventou isso, já que Chilavert e Van der Sar já jogavam de forma parecida, podemos falar com certeza que o goleiro São Paulino aperfeiçoou e mostrou que era possível um time ser vencedor com esse estilo de jogo. Basta ver os títulos do São Paulo tendo Ceni como titular: 1 Mundial, 1 Libertadores,1 Sul Americana, 3 Brasileiros e 3 Paulistas. Ao que tudo indica teremos em 2015 a despedida do gramado de mais um dos grandes nomes da história do futebol, resta saber como nossa imprensa abordará o assunto, já que ao que tudo indica Rogério não é daqueles que jogam o jogo dos chefões do futebol nacional. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Como anda nosso futebol?

        Muita coisa mudou no mundo desde a última vez que escrevi nesse blog. No futebol não foi diferente e fatos marcantes ocorreram. Talvez o maior e mais traumático tenha sido a derrota em casa da seleção brasileira para a Alemanha. Jogando no Mineirão o Brasil, como todos cansaram de ver e rever, levou um verdadeiro chocolate da equipe que se sagraria campeã do mundo. O episódio, que gerou enorme repercussão mundial deveria ter servido para alertar os responsáveis pelo nosso futebol que paramos no tempo, que precisamos evoluir, precisamos modernizar (dentro e fora de campo) nosso futebol. Mas parece que não é isso que vem ocorrendo.
            De início a CBF prometeu reformulação e de cara trocou o treinador da seleção Brasileira, mandando Felipão embora e trazendo Dunga de volta. Apesar da desconfiança da maioria, acredito que Dunga não é a pior das opções (nem a melhor), pois é um treinador que gosta de estudar o futebol e tem grande preocupação tática ao armar suas equipes. Com uma geração melhor do que aquela que ele possuía na Copa de 2010 o treinador parece estar montando um bom time, que vem apresentando, até agora um futebol bastante convincente. Vejamos como o Brasil se comportará na Copa América.
            Mas as notícias boas param por ai. Juntamente com Dunga a CBF havia anunciado Alexandre Gallo para o novo treinador das seleções de base do Brasil. A ideia era que o treinador trabalhasse em conjunto com Dunga, buscando uma reestruturação a longo prazo do nosso futebol. O trabalho de Gallo não vinha rendendo bons frutos é verdade, mas a atitude tomada pela CBF foi digna de uma Federação amadora (e das bens ruins). Pra que não sabe o que houve a CBF simplesmente demitiu o treinador depois do mesmo ter anunciado a convocação para o Mundial sub-20 . Com isso Dunga assumirá o comando da seleção olímpica também. O mais bizarro é que no mundial quem comandará a seleção ;e Rogério Micale e o treinador terá que comandar os jogadores que Gallo escolheu e convocou, ou seja, desorganização digna de mais um gol da Alemanha.
            Como se não bastasse esse episódio, a CBF deu mais uma de suas demonstrações de mediocridade na abertura do campeonato Brasileiro ao mandar cobrir no estádio do Palmeiras o nome Alianz, oriundo de uma venda de direitos do clube Paulista a empresa alemã. Não que eu seja defensor da comercialização do esporte e do controle do mesmo pelas empresas privadas, mas o fato é que a empresa investiu em um futebol brasileiro decadente, e não pode simplesmente ter seu nome censurado. Aliás, falando em censura, esse fato me aparentou uma briga de Fascistas autoritários (representados pela CBF e pela Rede Globo que teve participação direta no episódio) contra o capitalismo liberal. Pra saber no que isso deu historicamente, é só relembrarmos da Segunda Guerra Mundial. Mais ridículo que o episódio, só a justificativa da CBF de que o erro teria ocorrido por “excessode zelo” de uma empresa terceirizada contratada por ela . O mais irônico de tudo, se quisermos fazer um paralelo do nosso futebol com o dos nossos carrascos na Copa do Mundo é que o estádio do maior clube da Alemanha se chama justamente Alianz Arena.


Estádio do Bayern leva o mesmo nome da patrocinadora do Palmeiras
.

Palmeiras foi obrigado a tampar o logotipo da patrocinadora durante partida contra o Atlético-MG.


            Se a CBF faz de tudo para atrasar o futebol Brasileiro isso não é exclusividade dela, como podemos ver, por exemplo, na defesa de alguns dirigentes pela volta do campeonato Brasileiro ao modelo de mata-mata. O argumento utilizado, de que o mata-mata traria “mais emoção” é completamente sem sentido, uma vez que nesse modelo já temos a Copa do Brasil, a Libertadores e a Copa Sul-Americana. O que me parece transparecer nesse discurso é a velha recusa do futebol brasileiro em deixar de ser imediatista e aprender a se organizar a longo prazo.

            Enfim, todos esses episódios nos mostram o quanto nosso futebol precisa ainda evoluir se quiser retomar o lugar entre os melhores do mundo. Para isso necessitamos urgentemente utilizarmos mais de nosso Bom Senso.