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quarta-feira, 24 de junho de 2015

É preciso olhar para além do resultado: Lições do Chile de Sampaoli

         Copa do Mundo do Brasil, 28 de junho de 2014, o Brasil elimina o Chile nos penaltis e avança para as quartas de final da Copa. Não foi a vitória que esperávamos. A seleção sofreu, mas conseguiu passar pelos Chilenos. Nossa imprensa, na carência de heróis proclama Júlio César como o redentor, David Luiz como o xerifão e Neymar como o craque que poderia levar o Brasil ao título. A euforia tomou conta do nosso futebol de um modo que fomos capazes de esquecer que por pouco não fomos eliminados. O desenrolar dessa história para nosso futebol todos já sabemos, e não quero relembrar.
Bola na trave poderia ter tirado o Brasil do Mundial
          Mas e nossos adversários como reagiram a derrota? Como deveriam. O Chile tem uma de suas gerações mais talentosas (senão a mais talentosa) de todos os tempos. Espelhados na Alemanha, que não se abateu com a derrota em casa em 2006 e começou ali a montar o time campeão de 2014, nossos companheiros sulamericanos resolveram manter o projeto de seleção que haviam bancado. Para isso mantiveram no comando o treinador Jorge Sampaoli, que já havia mostrado seu valor em trabalhos anteriores. Mais importante do que isso, o Chile manteve um estilo de jogar, preferiu apostar no planejamento que havia feito, e isso com certeza gera resultados. para confirmar isso basta ver como a seleção tem jogado na Copa América. 
             Sem me deter muito em destrinchar o excelente padrão tático Chileno, queria apenas destacar como o tempo de trabalho dado a Sampaoli permitiu que o treinador pudesse implementar uma variação tática constante na seleção. Ou seja, o Chile não joga só de um jeito. Durante a partida a equipe consegue modificar seu jeito de jogar de acordo com o que o jogo impõe. Além disso varia facilmente de um 3-4-3 quando tem a posse de  bola para um 4-4-2 quando precisa defender. Tudo isso para manter um princípio básico: Superioridade numérica, seja para defender, seja para atacar. Talvez tudo isso não renda ao Chile o título agora, mas com certeza renderá frutos para o futebol do país, basta lembrarmos que a Alemanha perdeu duas Eurocopas, antes de conseguir o título mundial de 2014 e nem por isso se desfez de seu projeto. Enquanto isso nossa seleção se mostra mais uma vez refém de resultados. Até quando? 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Poderia ser um filme Hollywoodiano, mas é só o esporte...Ainda bem

        Não gosto de filmes Hollywoodianos, pelo mesmo motivo que não gosto das novelas brasileiras. Nesses e nessas o final, em geral, já é muito previsível. Basta prestarmos um pouco mais de atenção e já conseguimos deduzir quem será o vilão, o mocinho e a mocinha. Filmes que fogem do óbvio me agradam mais, pelo mesmo motivo que gosto de esportes: neles o imprevisível é que dita as regras. Essa tese não é minha, apenas a tomo emprestada aqui, quem quiser saber mais recomendo a leitura da obra: Elogio da beleza atlética de Hans Ulrich Gumbrecht.
         Imaginemos a seguinte história: um garoto pobre, que nasce no subúrbio norte-americano e que tem o sonho de ser jogador de basquetebol, luta para conseguir isso, e após se destacar na Universidade da sua terra natal é escolhido para ser jogador da NBA em um time e uma cidade carentes de taças . Após anos de atuações magistrais nesse time não consegue o tão sonhado título para essa cidade que o acolheu. É preciso ir jogar em outra equipe para ganhar esse título. Mas o atleta, persistente como é, volta, no final de sua carreira, para a equipe que o revelou para o Basquete e consegue o título da NBA. Esse roteiro poderia facilmente ser uma história Hollywoodiana clássica, com clímax/ anti-clímax e desfecho final, o que a tornaria totalmente sem graça.

LeBron com a camisa do time de sua cidade natal.


           Mas, se ao contrário, essa história fosse real e falasse de um dos maiores (se não o maior) jogadores de Basquete de todos os tempos seria mais legal né? Pois é. LeBron James, considerado por muitos o maior jogador de Basquete de todos os tempos, está vivendo isso, e de verdade. Draftado em 2003 pelo Cleveland Cavaliers,  o jogador não conseguiu levar o título para a cidade em sua primeira passagem, apesar de ter protagonizado grandes atuações. Precisou ir ao Miami Heat para conseguir levantar a taça. Mas como em um filme, LeBron voltou a Cleveland e nessa temporada conduziu o time às finais da NBA. Se fosse um filme saberíamos o final, Cavaliers campeão. Mas como se trata do esporte, não temos como prever o resultado final, ainda mais quando do outro lado se apresenta uma equipe com uma temporada impecável como o Golden State Warriors. Resta para nós, espectadores, esperarmos, o inesperado. Ainda bem.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Hello World




Olá leitores do blog Desesporte, curiosos, jogadores de Super Mario Bros, Counter Strike, DotA, League of Legends ou Fazendinha Feliz do orkut, estou aqui para falar um pouco mais sobre algo que muitos ainda não conhecem e que, mesmo que ainda seja um pouco underground, tende a se tornar algo grande, o E-Sport.
- “Um momento, E-Sport? Não seria Esport ou Esports?”
- Não meu caro amigo, E-Sports mesmo.


E-Sport ou Eletronic Sports, é o termo usado para jogos multiplayer, online e jogado em algum vídeo game ou computador. Dentre os mais famosos temos DotA(Defense of the Ancients), League of Legends, Starcraft II, Counter Strike, Hearthstone, World of Tanks, entre outros menos reconhecidos.


-“Mas por quê falar de joguinhos em um blog de esporte, se o esporte eletrônico não é realmente um esporte?”
Bom,vamos ao básico : mídia. Sites como Twitch e Azubu oferecem o serviço perfeito para quem quer divulgar um jogo ( como aconteceu com H1Z1 ), quem apenas irá jogar uma partida casual ou transmitir jogos competitivos ou campeonatos. Estes sites são como vários canais ( jogos ) que você pode trocar para outro “apresentador” quando quiser. E sim, isto é muito lucrativo, tanto para o site quanto para quem está transmitindo, pois envolve patrocinadores/parcerias, tudo o que depende é do público, se você é um “famoso” entre os gamers com certeza terá um público grande e maior lucro. Para os que estão um pouco mais por este meio, vide os Youtubers, pessoas que gravam vídeos jogando e colocam no Youtube. Alguns brasileiros,por exemplo, têm de 2 a 3 milhões de inscritos, enquanto o canal Porta dos Fundos tem 10 milhões, uma grande diferença, porém com um público-alvo mais restrito a diferença não é tão grande assim. Sobre este assunto falaramos mais em outro momento.
Se você gosta de algum jogo e quer conhecer um pouco mais sobre o assunto dê uma olhada na Twitch e acredite ver é tão bom quanto jogar.
Àqueles que ainda torcem a boca e não aceitam de forma alguma os jogos eletrônicos como algo competitivo e com grande potencial, deixo-lhes duas imagens das finais dos mundias de DotA 2 e LoL:


DotA 2:
Final realizada em Seattle.
Prêmio da equipe vencedora: Aproximadamente 5 milhões de dólares americanos.
Prêmio total do mundial: 10,930,698 dólares americanos.
Equipe vencedora: Newbee.


League of Legends(LoL):
Final realizada em Seoul, Coréia do Sul.
Prêmio da equipe vencedora: 1kk de Obamas, vulgo 1 milhão de dólares americanos.
Prêmio total do mundial: 2.130 milhões de dólares americanos.
Equipe vencedora: Samsung Galaxy White.


Termos usados


Underground: Algo desconhecido, que ainda não é famoso, conhecido por um certo grupo de pessoas.
Multiplayer: Jogador por mais de uma pessoa.
Hello World:Termo famoso entre programadores, primeiro programa a ser rodado em uma linguagem quando se aprende.


Links, Referências: