Copa do Mundo do Brasil, 28 de junho de 2014, o Brasil elimina o Chile nos penaltis e avança para as quartas de final da Copa. Não foi a vitória que esperávamos. A seleção sofreu, mas conseguiu passar pelos Chilenos. Nossa imprensa, na carência de heróis proclama Júlio César como o redentor, David Luiz como o xerifão e Neymar como o craque que poderia levar o Brasil ao título. A euforia tomou conta do nosso futebol de um modo que fomos capazes de esquecer que por pouco não fomos eliminados. O desenrolar dessa história para nosso futebol todos já sabemos, e não quero relembrar.
| Bola na trave poderia ter tirado o Brasil do Mundial |
Mas e nossos adversários como reagiram a derrota? Como deveriam. O Chile tem uma de suas gerações mais talentosas (senão a mais talentosa) de todos os tempos. Espelhados na Alemanha, que não se abateu com a derrota em casa em 2006 e começou ali a montar o time campeão de 2014, nossos companheiros sulamericanos resolveram manter o projeto de seleção que haviam bancado. Para isso mantiveram no comando o treinador Jorge Sampaoli, que já havia mostrado seu valor em trabalhos anteriores. Mais importante do que isso, o Chile manteve um estilo de jogar, preferiu apostar no planejamento que havia feito, e isso com certeza gera resultados. para confirmar isso basta ver como a seleção tem jogado na Copa América.
Sem me deter muito em destrinchar o excelente padrão tático Chileno, queria apenas destacar como o tempo de trabalho dado a Sampaoli permitiu que o treinador pudesse implementar uma variação tática constante na seleção. Ou seja, o Chile não joga só de um jeito. Durante a partida a equipe consegue modificar seu jeito de jogar de acordo com o que o jogo impõe. Além disso varia facilmente de um 3-4-3 quando tem a posse de bola para um 4-4-2 quando precisa defender. Tudo isso para manter um princípio básico: Superioridade numérica, seja para defender, seja para atacar. Talvez tudo isso não renda ao Chile o título agora, mas com certeza renderá frutos para o futebol do país, basta lembrarmos que a Alemanha perdeu duas Eurocopas, antes de conseguir o título mundial de 2014 e nem por isso se desfez de seu projeto. Enquanto isso nossa seleção se mostra mais uma vez refém de resultados. Até quando?
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